“Longe de casa…”

Cá estou eu, à mais de 2000 km do lugar onde comecei esse singelo blog, numa pacata cidadezinha chamada Cachoeira do Sul, no estado do Rio Grande do Sul.

Como vocês não sabem porque eu nunca falei aqui (a menos que você faça parte da classe “amigos” que acessa essa joça, grupo esse que corresponde à 99% do tráfego do blog segundo o Bomba Censo Patch 2011 Atualizado 7.32) meu pai é gaúcho, e toda a familia por parte dele, que inclúi 1 (uma) mãe, 7 (sete) irmãos, vários (vários) sobrinhos e MUITO MAIS (Polyshop, facilitando sua vida), a cada 3/4 anos agente vem pra cá visitar eles.

E nós vimos de carro. Dois dias de viagem, dentro de uma carro. Eu, meus pais, minha irmã e um nerd aleatório, que arrumou uma namorada em Caxias do Sul enquanto morava no Rio de Janeiro. Uma história linda de amor explicada pelo meu pai como a inconpetência do moleque em arranjar alguém no Rio mesmo.

Mas beleza. 7 da manhã de terça agente sai de casa, rodamos, rodamos, comemos uns sanduiches que minha mãe fez, rodamos, rodamos, pausa para ir no banheiro, rodamos, rodamos, rodamos, repitimos isso aí umas 3 vezes, até que, um barulho gigantesco assusta a todos. Algum feladaputa resolveu colocar uma pedra no meio do caminho. Todo mundo se recupera, pensando em como demos sorte de não ter acontecido nada de  ma-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá. Pneu furado, sai todo mundo debaixo de chuva, tira as malas, espera meu pai trocar pneu, coloca as malas, rodamos até a cidade mais próxima para tentar ajeitar o pneu estourado.

O borracheiro, conhecido na cidade como “Negão da borracharia”, tinha a orelha torta estilo Spock, e falava tanto que demorou 3 horas pra fazer algo que levaria uma. Acabamos dormindo lá num hotél próximo, que tinha um Wi-fi que fazia downloads a mais de 300kbps. Sério, se eu morasse lá eu às vezes pagaria uma diária e levaria um ou dois HDs externos.

Dia seguinte, acordamos umas 7 horas, e saímos às 8, usando o pneu consertado na noite anterior. Rodamos, rodamos, ro-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá, A PORRA DO PNEU FUROU MAIS UMA VEZ. Pensei até em fazer um livro, “Como furar o mesmo pneu duas vezes usando só uma pedra”. Troca pneu debaixo de chuva DENOVO, continua com o estepe até a cidade seguinte para comprar outro e deixar de estepe. Depois de andar bastante, notamos um engarrafamento logo depois de uma praça de pedágio. Aquelas 10 pistas normais da praça, foram diminuindo,  uma contagem regressiva para o colapso rodoviário, 7 pistas, 5, 3, 2, 1 pista de mão dupla, seguido de uma singela plaquinha com os dizeres “Fim do trecho sob conseção à -Empresa aleatória-“. Era literalmente um funil, e a empresa troller teve a brilhante idéia de colocar várias pistas logo antes.

Depois disso foi até tranquilo. Passamos por aquelas placas de estrada “Lanchonete à 3km”, “Lanchonete à 2km”, “Lanchonete à 500m”, “Lanchonete à 200m”,”Lanchonete à 1Km”… Isso mesmo. De 200m passou para 1km. Eta povo doido, viu?

Logo depois, vimos a cena mais bizarra da viagem (até agora). Um carrinho de supermercado, com as rodas fincadas em tubos de PVC com cimente por dentro, estes fincados no chão, e alguns sacos plásticos dentro do carrinho. Essa imagem fez minha mãe soltar o mais sonoro “Que porra é essa?” que já ouvi na minha vida. Depois de refletimos, chegamos a conclusão que deveria ser uma obra de arte pós-contemporânea, possívelmente entitulada “Uátarrél em sí menor”. Infelizmente, a camera estava guardade, e não foi possível o registro fotográfico dessa bizarrice sulista.

Enfim, chegamos aqui à Cachoeira às 8 da tarde (é da tarde mesmo, aqui no Sul o sol demora muito a se por, de forma aque 8 da “noite” é algo parecido com 6 da tarde, pricipalmente em adição ao horário de verão), comemos, tomando banho, escovamos os dentes. Ah, acho que vimos alguns familiares também. Amanhã é vespera de Natal, então possívelmente terá um post falando sobre, mas não necessáriamente amanhã, claro.

As fotos, eu posto algum dia que estiver com saco de subir todas elas pro WordPress. Ah da camisa do Mário Zumbi também, eu prometo.

 

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