Archive for Pessoas Retardadas

Essa conseguiu me irritar

De vez em quando, na hora de para voltar do Inglês, minha mãe está em casa, com muito preguiça de ir até o centro da cidade me buscar, de forma que ela me da uma nota de 5 reais e fala:

-Se vira malandro, foi pra isso que te criei.

Seguido de um tapa na bunda. Bom, ela diria (e me bunda-tapearia), se fosse assim que ela tivesse me criado. Ao invés disso ela diz:

-O ônibus é o que vai pra Cabo Frio, cheque o troco, não fale com estranhos, olhe para os dois lados antes de atravessar uma rua de mão única, e para o céu também se for de mão dupla.

Isso e outras baboseiras de mães super proteroras. Bom, de qualquer forma, de vez em quando eu volto para casa de ônibus.

Tipo esse dái.

Beleza, eu entro no ônibus (e, aliás, foi a primeira vez em que eu vi uma mulher como motorista) e logo depois, ele tá cheio. Quando a motorista começou a sair da vaga, uma mulher pede para a esperarem.

Prontamente, um senhor bem simpático começou a ajudar a mulher com a mala que ela carregava, enquanto a mãe dela subia pela porta de trás do ônibus. Aliás, diferente de Niterói, e provavelmente outras cidades grandes (o meu maior contato com “”cidades grandes” é Niterói), se entra no ônibus pela porta da frente e se sai pela de trás, de forma que o motorista faz as vezes de contador.

A mulher, levava ainda um bebê de colo. Como vi que todos os assentos estavam ocupados, prontamente ofereci meu lugar a mulher. Logo após, ela pediu para que eu pegasse o dinheiro da passagem com a mãe dela, que tinha pego o último assento disponível, e que como tinha entrado por trás, não tinha pago ainda.

Andei até o fundo do ônibus, peguei o dinheiro com a velha (eu até diria mulher, mas vocês poderiam confundir com A mulher, e to com preguiça de escrever “a mãe da mulher”), dei à motorista, dei o troco para a mulher e girei a roleta uma vez, para que a passagem da velha fosse contabilizada.

E durante todo esse tempo, a mulher não olhou para a minha cara para dizer um simples “Obrigado”.

Não que eu faça favores pensando em retribuição, mas PORRA!, o mínimo que sempre se espera é um obrigado, que seria um resumo de “Eu reconheço o esforço/sacríficio que você fez por mim, e agradeço”, mesmo que esse esforço fosse apenas ficar 5 minutos em pé.

Se tem uma coisa que minha mãe super protetora me ensinou e eu agradeço muito, foi a ter educação. Agora, se tem uma coisa que ela não me ensinou, mas que eu faço assim mesmo, é agir como um filho da puta com pessoas mal educadas.

Eu tive que, rapidamente, tentar me conectar com a Rede Universal de Pensamentos Calmantes, e alinhar meu tronco entre o Sol e Jupiter, para não dar uma bela de uma sacaneada com a mulher. Por sorte, Jupiter estava numa boa posição, de forma que consegui me segurar.

Mas essa conexão seria rapidamente cortada se a mulher pedisse para eu chegar 5 milimetros para a esquerda para que seu filho não virasse uma bola de gude gigante nos próximos 5 segundos. Naí eu não só xingaria a mulherm como ainda chegaria 5 milimetros para a direita para a potencialização do efeito Nênê de Gude.

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Os coloridos só conhecem um tom

Eu sei, eu sei. Meses sem postar e só aquilo que aconteceu na minha vida. Mas eu esqueci de falar que eu passei de “Holyday in Cambodia” no Guitar Hero III usando o DualShock. Eu sei. Foda demais.

Agora, ao post:

Todo mundo sabe que a maior moda de agora são as bandas coloridas, seguido logo atrás pela moda de falar mal dos coloridos.

Eu vou ser sincero: não gosto. Simples. Primeiro que a qualidade (no quesito de serem bons mesmo) deles não é nada demais. Típica banda de garagem que deu sorte. Mas o que mais me irrita neles é o fato de que mesmo querendo ser coloridos, diversificados, eles só sabem falar sobre uma coisa: Amor.

Não que eles não possam falar disso. Mas eles SÓ sabem falar disso. Todas as letras falam sobre:

-Amor

-Como eles estão felizes com a namoradinha

-Como eles estão tristes sem a namoradinha

Eles não saem disso. É sempre feliz ou triste. Eles não ficam revoltados, com raiva, nada. A vida deles se resume a amar. Que porra de vida é essa?

Vou dar um exemplo de uma banda tradicional: Queen. Eles falavam sobre amor, sobre se libertar, sobre o rádio (!!!) , amigos, sobre a destruição do mundo pelos humanos… Eles não se prenderam a um tema só.

Outro, já mudando mais um pouco: Mamonas Assassinas. Eles sempre faziam letras engraçadas, mas já falaram de animais, de amor, de mamutes (!!!), de ninjas.

Agora, para extrapolar completamente provando que não é presiso se prender a um tema: Dragonforce. Eles já cavalgaram em direção à guerra, fugiram da Terra, que estava destruída, numa nave espacial, já lutaram contra a opressão do senhor das trevas. PORRA! Eles podiam fazer músicas sobre dragões e continuar só nisso. Mas aí eles não seriam fodas.

E sabe o que é mais foda? É que eles têm oportunidade para mudar o sentimento sem precisar fugir do âmbito jovem. Tem uma música do Restar em que um amigo do locutor arma mentiras para separar ele da namorada. “Beleza, agora ele fica com raiva do amigo, e faz comparações com a política, resultando numa letra interessante e revoltada” Não. Ele resolve ficar chrando com saudades da namorada.

Ah, vá se foder, né? Porra, porque você não deu uma voadora de dois pés na nuca desse viado? Era tão simples, mas ele resolve continuar charando.

Não que seja errado falar de amor. É um belo sentimo para expressar. Mas falar só disso? Pelamodideus, né?

É, acho que esse texto não foi engraçado. Mas como isso vai me ajudar na dominação mundial, foi necessário. #desculpaesfarrapada

Ó, religiosos retardados

Depois de atualizar os Feeds e jogar um pouco de Tribal Wars, resolvi ler os que tinha de novo. E passando pelo >>Metamorfose Digital<< (aliás é um site muito bom, uma média de 8 posts novos por dia, e com um conteúdo bem interessante) encontrei esse artigo:

>>Crentes adjudicam o milagre do resgate dos mineiros no Chile<<
Primeiramente, não, não sei o significado de “adjudicam”. Mas pelo artigo dá para entender que umas pessoas de cada religião (adventistas, católicos e evangélicos) estavam brigando pela posse do “milagre” que aconteceu. Cada um puxando a sardinha pro seu lado.

Só para ter uma idéia, o pastor adventista reclamou que o rival católico estava recebendo mais atenção da mídia do que ele.

Acho que eles se esqueceram que não houve milagre nenhum. Milagre haveria se tivessem gases explosivos vazando lá. Mas não, a situação estava TOTALMENTE sob controle. Claro, os mineradores ainda estavam lá embaixo, mas não havia sinais de que aquilo sairia de controle. Estava tão sob controle que o resgate aconteceu dois meses antes do previsto inicialmente.

Mas aí começa aquela história de que qualquer coisa boa (ou não, às vezes) que aconteça é um milagre. Sabe quando apareceu o rosto de Jesus numa .torrada. e um monte de gente disse que era um milagre? Chega a dar raiva, sério mesmo. Parece que se achassem uma moeda no chão leventariam as mãos e diriam “Obrigado por esse milagre senhor!”, sem saber que o dono daquela moeda perdeu o emprego porque ficou sem dinheiro para o ônibus, que estava contado (ok, foi comparação um tanto quanto exagerada, mas só a parte de achar a moeda já dá vontade de dar uma voadora na cabeça do cidadão).

E pior, até onde eu saiba todos tem um mesmo Deus, mas com maneiras de chegar até Ele deiferentes. Logo, se foi Deus quem fez um milagre, o milagre valeu para todos, não?

E se esses caras fossem realmente puros, estariam dizendo “Obrigado pelo milagre” e não “Quem fez o milagre foi o meu Deus, olhem para mim!”

E não, não sou ateu, sou espírita, só para constar.